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quarta-feira, 1 de julho de 2020

sábado, 27 de junho de 2020

Estação

Estação

Quando o que nos provoca
Promove desordem
Fica até difícil pensar

Nessa hora melhor esperar
Respirar
Até a tempestade se dissipar...

Quando o que te ataca
Promove um embate
Ficando pesaroso lidar

Nesse momento
Entender que ninguém é perfeito
Saber perdoar

Quando o que nos fere
Promove tristeza
Dor que não supera

Nesse instante lembrar que nesses dias
Esperança é bem vinda
Tempo de recomeçar

Dor que feriu ou fere
Que magoa ou aborrece
Dando lugar à decepção

É só um instante passageiro
Dentro de uma vida inteira
Rumo à nova estação

Nina Lisboa

terça-feira, 23 de junho de 2020

Trovinhas da natureza

Com o coração aflito
Abro a janela e me deparo
Olho em volta, vejo a natureza
Só então me acalmo

Ondas vem e vão
O mar constantemente nos ensina
Que a vida tem altos e baixos
Um dia há tristeza, outro alegria

O perfume da flor
A brisa suave e fresca
O mar com seu frescor
Viva a natureza!

A chuva lava o pranto
Leva a sujeira e o desencanto
Limpa a alma e a atmosfera
Trazendo bem estar para a Terra

O homem abusou de seu poder
O planeta pede socorro
Agora quer parar e reconhecer
Começando tudo de novo

Uma paisagem de rara beleza
Onde nenhum homem é capaz de esculpir
Pode ser destruida com toda certeza
Deixando até de existir

Em noite de sombra e solidão
Olhe para o céu, recorra à oração
Um novo dia descortina
O sol invade a alma e tranquiliza

O universo com suas leis
Tudo funciona perfeitamente
Por trás uma força inteligente
Quem criou, se não foi Deus?

Nina Lisboa

domingo, 21 de junho de 2020

domingo, 7 de junho de 2020

Comunhão Divina

Comunhão Divina

Uma vez em sonho
Fui levada para um lugar muito longe

Uma paisagem inacessível na Terra
Onde a natureza se faz mais bela

Não havia lugar para a tristeza
A natureza mostrava sua verdadeira realeza

Cheguei e me tomei de assalto
Vi alegres bando de pássaros

Beija flores em cada flor
Borboletas de várias cores

Vieram me saudar
Abelhas, rouxinóis, bem te vis
A mostrar que não estava sozinha ali

O horizonte tinha uma cor indefinível
As nuvens vez por outra se escondiam

O sol tão mais radioso
Banhava meu corpo, trazendo conforto

Deparei me com imensa cachoeira
Cheguei de perto, bem na beira

Senti a água fresca tocar meus pés
Fiquei ali olhando bem de perto o céu

Tudo naquela paisagem muito nítido
Nunca tinha visto algo tão lindo!

Meditei na Terra e no sofrimento humano
Porque muitos com nada e poucos com tanto?

Uma amargura enfim veio
Enchendo me de angustia em cheio

De repente alguém me deu a mão
Pediu para acompanhá la desde então

Seguimos por tão belo jardim
Um sabiá de relance, pousou em mim

Conversamos lado a lado
E a amargura foi indo embora de fato

"As misérias da vida fazem parte de uma provação
Estamos na Terra uns aos outros para ampararmos cada irmão

Um dia não será mais preciso guerras nem sofrimentos
Todos estarão lado a lado fraternalmente

A natureza está ao alcance de todos nós
Seguindo seu exemplo não estaremos a sós"

A noite caia de mansinho
E eu comecei a sentir doce brisa

A natureza me deu valiosa lição
A nunca desistir, mesmo que tudo vá na contra mão

Tudo na vida passa
Aprendamos em cada momento render graças

As estrelas cintilavam mais nítidas...
Percebi o Universo em perfeita Comunhão Divina

Nina Lisboa








terça-feira, 26 de maio de 2020

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Maria de Magdala



 Uma servidora de Cristo, para muitos pobre pecadora

Mulher de luxos e de coração amargurado


Andava aflita, nutria muitas hesitações

De que valeria jóias, dinheiro

Se a alma era atribulada por incontáveis ilusões?


Em suas doces recordações, acompanhava o que falavam do Messias

Queria partilhar suas angústias

Como chegar até o Mestre e falar o que realmente se passava em seu coração?

Será que iriam julgá-la?


Em casa de Simão Pedro, eis que encontra Jesus que já a aguardava

- Mestre, venho ao seu encontro, tenho amado e tenho sede de amor!

- Onde estão minhas alegrias? Será que Deus me aceitaria?


-Minha existência tem sido estéril e amargurada, todos me relegam ao abandono, trago a alma angustiada!

-Ah! Maria, respondeu, só o amor cobre a multidão de pecados

- Tua sede é real! Vá amparar aos mais fracos, os filhos das irmãs em humanidade, procurai os infortunados

- Viver bem é saber imolar-se. Estando com os aleijados e leprosos saciará a sede do próprio coração

- Tome sua cruz em busca da porta da redenção!


- Vai Maria, sacrifica e ama! Acredite no imenso amor que pode ofertar a tantas criaturas. Vá ser mãe de tantos filhos que não tem ninguém nesse mundo!


Um dia, um grupo de leprosos, cansados e tristes, em abandono, perguntavam por Jesus Nazareno

Maria vendo- os tão infelizes, quis partilhar do convite às claridades do evangelho


Juntou-se à eles pois se sentia acolhida, afinidade gratuita

Filhos de sua alma, que precisavam de sua ajuda


Morando com eles no vale dos leprosos, todos os dias à tarde, lhes falava dos ensinamentos do Messias

O tempo passa e do seu corpo surgiram manchas violáceas


Mantinha bom ânimo, estava ali para consolar os aflitos

Encorajando-os a se manterem firmas nas fibras mais sensíveis


Quando o corpo demonstrava sinais de cansaço

Partiu para Éfeso em busca de novas pairagens, encontrar antigas afeições, caras ao seu coração

No caminho sofreu inúmeras tribulações e humilhações

Mas agüentou confiante, sua trajetória evolutiva estava prestes a terminar

O que mais poderia encontrar?


Numa noite que a natureza cintilava sua alma iluminada

Relembrou Jesus e suas peregrinações no lago

As aves que cantavam e as ondas que beijavam-lhe os pés

Ah! Quanta saudade!

 O Messias aproximou-se com seu olhar profundo

Como se já conhecesse aquela alma, que renunciou a tantos gozos no mundo

Maria trazia uma sensação de alívio

Jesus emanava um júbilo indefinível, e ainda mais belo diz:

-Vem Maria, aqui te espero!

Nina Lisboa

terça-feira, 12 de maio de 2020

Reflexão

Reflexão

Diante do medo e da dor
Da sombra da pandemia
Surge algo na vida
Que jamais poderíamos supor

No isolamento que cerceia
Meditamos o quanto somos pequeninos
Famílias se juntam inteiras
Fazendo nos repensar o egoísmo

Repensarmos coisas triviais
Que já não tem importância
Nessa corrente do bem, descartarmos o mal
A solidariedade se faz instância

O vírus não vê classe social
Nesse momento ninguém tem privilégios
Todos estao suscetíveis de igual para igual
Tornando um problema bem sério

Nesse momemto nações se unem
Querem a cura, pesquisam uma vacina
Novos estudos surgem
Médicos juntos a favor da medicina

Nessa mistura de emoções
Começamos a olhar para dentro de nós
Combatemos às variadas paixoes
Que nos distanciam, nos deixando sós

Tudo é aprendizado
No fim, sairemos fortificados
Aprenderemos a ter mais cuidado
Com a vida, com o próximo que está ao lado

Nosso pensamento contanima
Boas vibrações temos que emitir
Esperança e fé dia após dia
Tudo irá passar, não podemos desistir

Muitas reflexões intensificadas
No âmago de cada ser
Não temos controle de nada
Tudo está nas mãos de Deus!

Nina Lisboa






Estrela

Estrela

Oh! Tu estrela
Que do firmamento espreita- me
Empresta-me essa singeleza
Essa luz que vem de dentro e te marca por inteira!

Deixa eu contemplar-me da minha janela
Esse espetáculo que me oferece
Seu brilho desperta-me atenção

Ensina-me a brilhar sempre no céu
Não temendo vasta escuridão

Reparta sua luz um pouco em meu coração
Para que eu também seja luz
E tu estrela seja meu farol
Linda, tão bela como o sol

Quero sorver vida para que eu não traga feridas em minha alma
Traga-me a calma da noite e a paz da esperança

Oh! Estrela, onde te alcanço?

Nina Lisboa

terça-feira, 28 de abril de 2020

Jesus

Jesus

Do alto da montanha
Do horizonte verdejante
Todos na Terra já escutaram
E reverenciaram Seu nome

Em nenhum lugar sozinho ficará
Nem em momento algum
Onde há dor e sofrimento
Aí estará nosso mestre Jesus

Ele veio para aqueles doentes
Que sofrem dores físicas e da alma
Acalma e acalenta as misérias
Enxuga todas as lágrimas

Não mais desespero, nem revolta
Serenidade e amor se nota
Naqueles que O buscam incessantemente
Encontrando todas as respostas

Hosanas ao meigo Rabi
Que te acolhe de braços abertos
Curará tuas feridas
Tirará você do deserto

Nada temas, segue adiante
Fazendo o bem com a consciência tranquila
Quando a tristeza e o medo chegarem gigantes
Jesus trará a paz e a alegria

Nina Lisboa

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Rota

Rota Quando as mãos e os pés encontram- se vazios O coração se aquieta Não há nada ou ninguém que impeça De praticar a caridade Quando os sonhos e pensamentos estão longe Tornando a realidade sem futuro As esperanças vão minguando à prumo Das virtudes, o orgulho esconde Quando poucas coisas fazem sentido E a alma vive em eterno conflito É hora de parar e de se questionar Existe algo melhor, que eu possa experimentar? Quando tudo parece falhar Antigas crenças não fazem sentido mais Deixa-se levar por antigos temores Tornando o barco sem rumo, sem condutores Será um momento bem vindo De reflexão e retorno ao trabalho antes não realizado Mas que agora sendo revitalizado Conduzindo a uma nova rota Galga pouco a pouco esses degraus Para que a insatisfação não cumpra seu papel Deixando o sol interior te acolher Rendendo a Deus bênçãos aos céus! Nina Lisboa

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Fortaleza



Queixa- se de solidão 
Coração amargurado 
Em triste depressão 

Olha ao redor, só decepção 
Alma vazia,  coração aturdido 
Lágrimas rolam 
No rosto cansado e abatido 

Não enxerga esperança 
Uma luz no fim do túnel 
As ideias o aturdem 
A dor lancinante, não assume 

Prefere esconder
Prefere dizer que não sofre 
Enclausura- se no cárcere 
Reclama falta de sorte 

Assim, a vida vai passando 
Colecionando tristezas e amarguras 
Enxerga sua dor como sendo a única 
Não vê prelúdio de cura 

Erga a cabeça! 
Olha em volta, vê a natureza? 
Não reclama, trabalha, serve e enobrece 

Faça uma prece 
Agradeça o que tem 
Se tens o mínimo e não o máximo 
É para o teu próprio bem 

Quando acordar amanhã 
Pousa os olhos para o céu 
Está lá sempre sorrindo 
Não importa o calor ou frio 

Reclama sem perceber 
Medita, é centelha divina
Esforça- te em seu compromisso 
Compreenda,  é tesouro de Deus! 

NINA LISBOA 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

 Trovinhas 

Todos pensam nos flagelos destruidores 
Como só sendo catástrofes naturais 
Poucos porém falam 
Dos chamados flagelos morais 

"Minha vida era tão pacata"
"Não fazia mal a ninguém"
Porém o bem também não se fazia 
A caridade faltou para alguém 

Não deixe para orientar seu filho
Quando ele for maior de idade 
Falar de Jesus ainda na infância 
Minimiza males mais tarde 
  
Deus te dá a oportunidade
De uma nova existência 
Quem cai e levanta sempre 
Adquire mais experiência 

Dizem que há 2000 anos atrás Ele nasceu 
Nosso irmão, filho de Deus 
Seus ensinamentos foram seu legado
Para que pratiquemos, não deixando de lado 

Mil tormentos traz as más paixões 
Que muita gente faz loucura 
Uns gastam aos milhões 
Outros com a usura 

Todo mundo diz: ah se fosse comigo!
Não  levo desaforo para casa
Triste realidade nessa vida 
Quando o orgulho nos maltrata 

Singela e pura
Filha dileta do amor 
A caridade ameniza a tristeza do mundo
Quando das mãos ajuda quem for 

Pérola perfumada 
Doce rosa no jardim 
Falo da gratidão infinita 
Daquele que sabe retribuir 

Quem escreve, canta, interpreta 
Levando a mensagem do Cristo 
Tem nas mãos suave garimpo 
Tornando a vida mais bela

Nina Lisboa 











sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Fé no futuro


A propagação das ideias materialistas
Juntando a não fé no futuro
Faz o ser humano cair no obscuro
Tendo a frente ideias suicidas

A incredulidade e a simples dúvida
Junto com a covardia moral
Põe um obstáculo do que é natural
Gerando tristeza e angústia

A calma e a resignação são antídotos
Dão a certeza e trazem serenidade
Amenizando pensamentos pessimistas

Viver o material e crendo na eternidade
Valorizando as conquistas do Espírito
É um caminho de longa validade

Nina Lisboa