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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Já não há mais tempo

 Já não há mais tempo 


Já não há mais tempo 

De ser quem fomos no passado 

Está na hora de revisar o errado 

Vive se o "novo normal"

Momento de ser mais autêntico, natural 


Já não há mais tempo 

Para brigas, quimeras 

Falsas promessas, querelas 

O amor será seu próximo exercício 

Com fé, coragem e uma certa dose de sacrifício 


Já não há mais tempo 

Para as reclamações 

A insensatez, a insatisfação 

A "nova moda" é a solidariedade 

Angariar afetos, suprir os necessitados 


Já não há mais tempo 

De não praticar o amor 

Agora é o tempo 

De vestir a melhor roupa, a túnica nupcial

Ir à uma festa de boas realizações 

Com o olhar sereno perante à vida e flores de gratidão...


Já não há mais tempo 

Para o orgulho, o ódio 

É tempo sim para a empatia

O olhar fraterno, a alegria 


Já não há mais tempo 

Não é exagero 

É um pensamento perfeito 

Quando pensar direito, poderá ser tarde demais...


Então hoje e os próximos anos de sua existência 

Faça de seu tempo seu melhor aliado 

Ame de bom grado 

Mesmo que te digam o contrário...


Vai, faça diferente! 

Saia da mesmice 

Hora de assumir novos papéis 

Reinventar 


Que a vida por ora te espera 

Esse convite virá, esteja certo 

Não demora a aceitar!


Nina Lisboa


domingo, 22 de novembro de 2020

 Calma 


Siga em paz 

Não aturdido jamais

A mansidão acalma e renova 

Amenizando várias provas 


Tem horas que o sentimento explode 

Gera incorformação e revolta 

Respirar fundo e parar

Não deixando a mente escravizar 


Ondas vem e vão 

Trazendo insegurança e irritação 

Mantendo a oração e vigilância 

A ansiedade manterá distância 


Olha em volta, o que tem

Observa dentro de você também 

Conversa e age com calma 

Tudo que é ruim, um dia acaba 


Mantenha a mente focada 

Aprecie uma paisagem bela 

Faça da reflexão sua morada 

A calma irá agir, confia nela!


Siga em paz 

Não aturdido jamais!

Insistindo na fé e confiança 

A ansiedade será assunto de outra instância 


Nina Lisboa


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

 Barquinho de papel 


Tão inocente e ao mesmo tempo destemido

Navega em qualquer correnteza, superando os desafios


Não teme se algo vai estragá lo

Quer navegar em busca de novas águas 


Não se dissolve tão fácil 

Frágil...

 

Não teme o vento 

Busca forças 

Contemplando o firmamento 


Vai meu barquinho!

Navega por aí 

Seu sonho é ver o mar


Sairá triunfante

Segue adiante

Mesmo que caia e não levante mais...


Nina Lisboa

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 Lágrima


Cai dos olhos como num alívio 

Trazendo conforto à alma aflita


Às vezes, desce num turbilhão 

Noutras, cai devagarinho sem pedir permissão 


Mistura se em vários rostos 

Levando embora todos os desgostos 


Quando é alegre

O olhar brilha, rejuvenesce 


Quando é triste

O corpo inteiro resiste 


Alivia de imediato o coração 

Não dá para prendê- la não...


É beleza cristalina 

Tão pura e límpida...


Como uma cachoeira 

Transborda por inteira 


Cai do céu como chuva 

Desafogando pesada nuvem


Quando volta ao seu recôndido 

Fica aliviada de pronto 


Deus fez como se dissesse:

Chora e acalma, aguarda em prece 


De imediato, te aliviarei 

Pois suas lágrimas, secarei...


Nina Lisboa


terça-feira, 13 de outubro de 2020

 Infância


Um dia em minha infância

Antes até de vocês nascerem

Havia diversas brincadeiras

Como era bom ser criança!


Brincava -se de pega pega

Pique esconde, cabra-cega

Passava o anel na mão

Batata quente, bolinha de sabão


Soltava- se pipa, amarelinha

Elástico com as meninas

Os meninos com seus carrinhos de madeira

Era bem divertido dessa maneira!


Não existia celular, nem tablet

Mas vocês sabiam que ninguém sentia falta?

Brincávamos entre amigos

Ah! que falta me faz àquela época!


Bonecas de louça, maquiagem

Festa do pijama, traquinagem

Corrida do saco, ovo na colher

Quem não quer?


Gibis, livros, desenhos animados

Festa americana, muitas risadas

Ah! Infância querida

Em minha memória, saudades!


Pirulito, saída com os avôs

Patins, parque de diversões

Uma pausa para o lanche

Cachorro quente, maçã do amor


Peteca, portão de casa

Bolinha de gude, papel de carta

Depois de tanto cansar

Bolo de chocolate com guaraná


A roupa suja seguia para lavar

Crianças todas orgulhosas

Olhinhos de bola de cristal

Amanhã, quem vai querer brincar?


Crianças de agora, tens tanto a conhecer

Tantas brincadeiras, como é bom viver!


Brinquem, cantem, alegrem-se

Estejam com seus amigos e afetos

Amem dia após dia

A poesia hoje nos aproxima!


Nina Lisboa


domingo, 11 de outubro de 2020

Caminho íntimo

Caminho íntimo


Nas fileiras da Terra
O sofrimento surge de tela em tela...

Mães chorosas que carregam seus filhos
Pessoas atormentadas, mentes em desalinho

Escuridão no peito, desventuras
Coração sofrido, enfrentando amarguras

A quem recorrer nesses momentos de aflição?
A noite dá lugar à solidão...

Clama para o alto pedindo compaixão
Que os problemas amenizem,  que tragam solução

Depois do temporal, o sol sempre dá sua graça
Envolvendo de esperança, a dizer que tudo passa

A árvore hoje imponente
Há tempos atrás, foi pequena semente

O solo florido e adubado
Já foi pisoteado, encharcado

O caminho é íntimo
O aprendizado, infinito...

Em dias de aflições, provas e amargor
É a vida clamando: Dê mais amor!


Nina Lisboa 

Coruja

 Coruja


De dia, quase ninguém me vê 

Escondo-me em algum lugar 

À noite, meu maior desejo 

É de sair para caçar 


Tenho o olhar profundo 

Com ele alcanço qualquer distância 

Acerto o alvo num segundo 

Pego uma presa de relance


Muitos de mim tem receio

Mas, pura bobagem 

Não conhecem esse meu jeito 

De me esconder na paisagem


Sou ave de rapina 

Com ritual noturno 

Dizem que simbolizo bruxaria 

De meter medo em meio mundo!


Fui cercada de mistérios 

De crendices e superstições 

Sou símbolo do magistério 

Enxergo tudo na escuridão 


Fui reverenciada desde a Pré- História 

E também na Grécia antiga 

Nas guerras, era sinônimo de vitória 

Onde nasceu a Filosofia 


Meu voar é silencioso

Possuo asas especiais 

Tenho a capacidade de girar o pescoço 

Não deixando nada para trás 


Alguns me acham feia

E se assustam comigo 

Às vezes, fico de saco cheio

Sinto-me sozinha...


Hoje porém, ganhei algo singular 

Que veio alegrar o meu dia 

A todas corujas vou levar 

Essa singela poesia


Nina Lisboa 

Prece à Maria

 Prece à Maria 


Rogamos, toda proteção 

A toda humanidade, nesses tempos de provação


De teu doce olhar, queremos desfrutar 

E em teu regato, podermos descansar 


Oh, tu que do calvário 

Compadeceu de teu filho bem amado


Também  compadeça de nós 

Que estamos na lida, sentindo -nos sós


Acalme nosso coração cansado 

De vagar  sem rumo pelas estradas


Sei que não julgarás cada atitude 

Pois conhecemos tua magnitude


Tenha por nós misericórdia 

Em meio a tantas provas... 


Pousa tuas mãos benditas 

Na fronte de todas as mães aflitas 


Interceda por todos filhinhos 

Biológicos ou adotivos

 

Tu , que na Terra foi exemplo Cristão 

Conhece bem de perto o sofrimento de cada mãe... 


Te Peço Maria, amenize nossas dores 

Pois teu coração é todo amor 


Nos dê a calma, a certeza de que tudo passa 

E que em tudo rendamos graças 


Que através dessa oração, busquemos a paz verdadeira

E que nossas lágrimas convertam  em estrelas 


Nina Lisboa

#poesia #arteespirita #prece #poesiaespirita


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 Arte rediviva


Escuta, alma querida 

Na sombra ou na dor 

Enxuga tuas feridas 

Leva bênçãos aonde fores 


Se malbarataste a vida 

Querendo fugir dos compromissos 

É hora de, como artista, 

Alçar novos voos ao infinito 


Bem sei que ainda sofres

Sentes falta dos aplausos 

Mas, eis que, do nada, a morte 

Transforma- te, erguendo -te dos passos falsos


Continua abrilhantado os caminhos 

Daqueles na retaguarda 

Não faças da tua arte espinhos 

Dê a mão aos outros na jornada 


Tanto tempo estás à procura de abrigo 

Teu coração também procura consolo

Observa que existem amigos 

A te oferecerem conforto 


Por hora, esquece o passado 

Faça sua tua vida feliz 

Tua alma ainda cansada 

Busca uma diretriz 


Agora, alma querida 

Não te entristeças

Vê a vida que pulsa ainda 

Olha em volta, ergue a cabeça! 


Não mais a alegria efêmera 

Nem honras, nem glórias 

Agora uma nova chance te acena 

Mudando o rumo de tua história


Usarás a arte em tua própria evolução 

Dando a mão a ombros amigos 

Que em teu gesto desatino 

Deixastes na escuridão 


Farás tudo diferente

Os benfeitores te ajudarão 

Estarão ao teu lado novamente 

Para que não percas tua encarnação 


Ainda há tempo 

De voltar e recomeçar 

A missão surgida há algum tempo 

Deverás continuar 


Lágrimas verterāo do rosto

Auxílios sem mérito, desaparecerão 

Terás uma vida com desgostos 

Mas a arte será tua redenção


Volta! Faça da arte tua aliada

Vivencia, revive com amor 

A luz guiará teus passos 

A arte te aproximará do Criador


Nina Lisboa